terça-feira, 18 de dezembro de 2007

AINDA BROTA



Água. Sim água percorre e corre pelos cantos e encantos
Límpida, suave vida que brota na sua delicadeza...
Mãe terra, mãe água, precisada, utilizada.
Por mim, mas desperdiçada por nos.

Ainda tremo tristemente. RIOS, RIACHOS, percorrem...
Tem seu percurso, audácia pura!
Segue seu afluente,
De acordo com sua pureza, com sua poluição.
Homens sede têm necessidades tem
Mesmo assim vira as costas simplesmente como
Se fosse infinita,
Pura enganação que entristeci a seca e o sertão.

Finita é,
Saudável é,
Ainda a nascentes,
Ainda brota,
Ainda polui,
Ainda jorra água de calçadas de maneira envergonhada;
Mas ainda nasce, água morre.
Ainda fico com a alma despedaçada, a cada dia...
Em que vejo a covardia.

Algum dia acabará se eu se nos se o mundo
Não se cuidar, ainda vamos nos assustar!